
(já passei por muitas e boas)
Quando uma doença vira outra? E quando você se acostuma com os sintomas e com algo que você vive e consegue respirar mas tudo começa a mudar de novo?
Eu adoro esses plot twits que a minha vida me entrega. Meu roteirista tem o mesmo problema que o meu quando eu criava um personagem para o meu antigo RPG.
Ter vários defeitos não é o suficiente, você precisa colocar uma dificuldade enorme na vida da pessoa, e se ela supera, você faz ele voltar de outra maneira até ela superar de novo.
Eu nunca gostei de histórias que os personagens são felizes e normais demais. Eu sempre fui feliz com todos os livros da Marian Keyes. Eu tenho certeza de que se você já leu algum, entende bem como uma pessoa pode carregar uma situação triste a vida inteira mas ainda pode rolar no chão de rir.
Mas eu não vim aqui pra digitar isso. Eu vim aqui realmente colocar pra fora que eu estou assustada com o que anda acontecendo comigo recentemente.
Eu sei que antes de mudar meu CID, eu ainda tenho que pensar que estou em adaptação com medicação e estou de TPM. Mas eu já estive em adaptação várias vezes e de TPM idem, nenhuma delas foi assim.
Eu estou com uma preocupação constante com tudo, e não, eu não consigo controlar, porque quando eu tento, eu fico preocupada em não me controlar e piorar. Medo de ter medo.
Pensamentos ruins ficam rondando minha cabeça. Eu não consigo ter incerteza sobre nada, parece que eu estou apreensiva com tudo.
Não consigo relaxar, não consigo me concentrar, eu já não consigo me expressar direito, quando eu tento, eu explodo. Eu estou com rigidez muscular, dores de cabeça, estou nauseada, tonta e ontem passei o dia inteiro achando que não ia mais conseguir engolir nada.
A única coisa que eu consigo fazer é fingir que eu não estou sentindo nada quando eu preciso. Porque eu não posso deixar uma situação me engolir, porque se não eu vou ficar com mais medo ainda dela se eu não enfrentá-la. "Enfrentar o que lhe provoca receio". Santo mantra que me faz viver.
Mas é. Parece que eu ando meio bagunçada. Mais do que o normal. E sei lá, no final do dia eu já aceitei que as pessoas não podem me ajudar, só me amar. Só eu mesma posso acalmar minha cabeça. E os remédios, que minha psiquiatra receita.
Eu já deixei de considerar ela um ser humano faz tempo. Sinceramente, eu já estou querendo dar todos os prêmios desse mundo pra todo mundo que dedica a vida para entender tantos problemas que uma mente só pode ter.
E é isso. Só queria colocar pra fora mesmo. Nada de Ana tentando ser farofeira hoje.

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