Depressão & Ansiedade: Minha História.

Eu estou indo para os meus 22 anos, enfrento depressão e transtorno de ansiedade desde os meus 15 anos. Então eu tenho bastante bagagem para compartilhar com todos. Eu decidi atualizar o meu texto sobre minhas doenças. Porque desde que eu escrevi, eu aprendi muita coisa.

Antes de mais nada, eu peço a compreensão de todos. Eu não escrevi nada disso para soar bonito. É apenas a minha realidade, e como a maioria das realidades, ela não é boa. 


Trastorno de Ansiedade & Depressão Psico Maníaca.

Ter uma doença assim é extremamente pessoal, porque muitas pessoas não sabem lidar com o que tem, sintomas são diferentes em algumas ocasiões e assim como os medos que cada um desenvolve.

E só pra constar, não se brinca com doenças mentais. Sejam elas quais forem. Todo mundo fica triste e tem sentimentos ruins, mas isso não faz ninguém ter o direito de chamar de frescura ou de até querer chamar atenção com isso. É errado, coloquem isso na cabeça de vocês.  Eu estou sendo meio chata aqui porque eu sofro com pessoas me acusando de ambas as coisas, e não é bem assim que o trem da Ana anda e tenho CERTEZA que o de ninguém também.

Só pra avisar de novo, vai existir nesse post algumas coisas não muito agradáveis de se ler, se você não sabe lidar bem com isso, eu não recomendo. E ele vai ser longo. Se aventure comigo ou não, a escolha é toda sua de tentar me entender.


Tudo começou uma palavrinha chamada "ansiedade". Acho que todo mundo conhece aquela sensação de ter as mãos frias por causa daquela prova que está te aterrorizando, ou de não conseguir dormir por causa de algum evento que vai acontecer no dia seguinte. O que é uma coisa completamente normal. Todo mundo já sentiu um frio miserável na barriga até mesmo por causa do primeiro beijo que deu na vida.

Bom, comigo não foi assim. Eu sempre fui uma criança muito ansiosa. Eu descobri, por meio de tratamentos com uma psiquiatra que a tremedeira que eu sentia por dentro, a falta de ar e meu formigamento na boca nunca foram igual a ansiedade que meus amiguinhos tinham. Meu corpo sempre reagiu ao medo de uma forma estranha. Me lembro de passar noites a fio com minha mãe acordada do meu lado pelo simples fato de eu estar chorando compulsivamente por não querer ir a escola no outro dia. E eu não tinha bicho papão nenhum na escola para enfrentar, para ser honesta, o meu medo era ter que enfrentar a minha própria cabeça.

Eu devia ter uns 14 anos nessa época, eu sei que eu passei por diversos traumas, desde os mais pequenos como um amigo falar algo ruim pra mim e me deixar ou algo maior como decepção com o que eu chamo de pai. Eu sei que em um espaço de mais de quatro anos agora (acho que cinco, seis, sete), não conseguia falar com ninguém direito (eu era muito grossa por medo) e até mesmo passava dias deitada na cama ou chorando sem nem saber o porquê.

Foi no último ano do meu ensino médio que tudo desabou. Meus 18 anos, aquela idade que todo mundo sonha em ter, virou um pesadelo. Virou o meu maior pesadelo. Eu comecei a ter ataques de pânico, eu não conseguia sair de casa, não conseguia nem ir ao supermercado acompanhada, e quando ia, eu sempre tinha que manter minha mão no ombro da minha mãe, porque eu jurava que eu ia cair no chão ou algo catastrófico sem explicação nenhuma ia acontecer comigo. Minhas idas na escola e saídas da cama até mesmo para ir ao banheiro eram como estar dentro de um jogo de terror.

Eu suava frio e minha visão ficava turva. Não conseguia entrar mais em nenhum ônibus ou lugares com muitas pessoas. Tinha medo de ficar sozinha e por volta de mim tinha toda aquela tensão de sair da escola e fazer uma escolha para virar aquela tão sonhada 'gente grande'.

Meus pais nunca me forçaram a nada, eu sempre quis me forçar a tudo. Mas eu perdi o controle e acabei adoecendo mais ainda do que já estava. Nesse meio tempo de último ano de ensino médio, eu comecei a não conseguir comer nada, e quando comia, eu simplesmente vomitava. Ou tinha dias que eu simplesmente corria para o banheiro só com o pensamento de comer algo. Então eu desenvolvi o meu disturbio alimentar que ainda me acompanha de mãos dadas até hoje.

Absolutamente tudo eu colocava para fora, de formas tão grotescas que meu rosto chegava a ficar com sangue preso. O hospital era o lugar que eu mais frequentemente visitava, por não estar alimentada. Minha mãe chegou a querer me tirar completamente da escola para me internar, não foi uma coisa muito legal. Mas o hospital na época era a minha zona de conforto e eu, quando ainda me sinto mal nos dias de hoje, me sinto na vontade de tomar um soro na veia achando que minha vida vai se resolver com isso. 

Hoje o meu distúrbio alimentar ainda ataca em momentos que eu quase decido abraçar o vaso sanitário de vez. Porém a comida, mesmo sendo uma velha inimiga, algumas vezes é a única coisa que me acalma. Cheguei a pesar quase que 45kg, hoje eu estou na casa dos 58kg. Eu sempre me senti um lixo. Sendo magra ou gorda. Eu nunca estive satisfeita comigo mesma. Isso é um transtorno alimentar, ele não vem com um tamanho de manequim. Ele simplesmente acontece, não importa que tipo de pele e casca você tenha.

Eu me sentia e estava sozinha. Pelo fato disso tudo estar acontecendo comigo. Eu desenvolvi depressão. Não uma qualquer, eu cheguei a ser diagnosticada com psicose-maníaco depressiva. É a depressão que não é unipolar, a pessoa vive uma constante montanha-russa sem significado algum.

Você fica completamente agitada uma hora, inquieta, querendo fazer mil coisas porém ser força pra fazer nenhuma delas e se sente a pessoa mais inútil do mundo, e, no segundo seguinte, você vai para um estado de só querer dormir e não conseguir mais entender o porquê das pessoas viverem.

Minha mãe demorou muito tempo para me levar a um psiquiatra. Acho que ela esperava ou no fundo rezava sozinha que era uma fase e que ia passar. Mas é, não foi uma fase e eu fui diagnosticada. Já passei por momentos de tamanho desespero que até ligar para a linha de suicídio eu liguei. Aqui vai uma coisa que eu acho que muita gente não entende. Prestem atenção. Porque isso é de coração de alguém que já passou por isso.

A gente não sente vontade de morrer, a vontade vem sozinha, os pensamentos vem sozinhos. As coisas vão se acumulando de tal maneira que você se pega pensando que talvez a única maneira de se livrar dessa dor é morrer. Não é frescura, não é querer chamar atenção, não é ser egoísta com ninguém. São pensamentos suicidas, e se você os tem, por favor, procure ajuda. Eles não vão ir embora sozinhos.

Se você não consegue falar, pelo menos tente digitar. Existem sites como a CVV ORG que ajudam muito. Ou simplesmente ligue para o 141. (Eu ainda farei um texto só sobre isso para explicar melhor como a CVV funciona). E sim, eu já tentei me matar. Eu já tentei me suicidar, eu já tentei tirar minha própria vida. E eu posso garantir que quando despertamos esse gatilho, nossa cabeça sai completamente fora do controle. Não existe mundo racional quando isso acontece. 

Vai fazer quase seis anos de que eu estou sob controle de medicação. Por muito tempo eu me senti um lixo por precisar de remédios controlados para conseguir me incluir na "sociedade". Mas eu cheguei a conclusão de que eu não tenho para onde fugir. Eu já passei da mera fluoxetina que todo mundo conhece para remédios como Limbitrol, e meu maior aliado até hoje é o Clonazepam, o conhecido Rivotril de muitas piadas por ai.


Vocês vão quebrar muito a cara com as pessoas, porque muitas delas tem preconceito ou simplesmente acham que isso é realmente frescura. Não é. Nada disso é frescura, ninguém aqui pediu para ter problemas assim. 

Tente não se doar tanto para os outros, e pense que querendo ou não, a doença te faz ver o mundo com outros olhos. Talvez com um olhar mais triste, concordo, mas no meu caso, hoje, uma simples gargalhada de quem eu gosto já me deixa feliz por um dia inteiro.

Eu sei que é difícil se dar a chance de sair de casa e enfrentar situações que te tirem da sua zona de conforto, mas o faça. Entre nos lugares dos quais você tem medo! Tente seguir em frente por você mesmo. 

Eu nunca fiz terapia, eu já tentei, diversas vezes, mas não é foi isso que me ajudou. Eu aprendi sozinha. Hoje eu consigo entrar em ônibus, consigo entrar em lugares fechados e consigo respirar. Aprendi sozinha. Muitas vezes eu me peguei repetindo que não conseguia e que eu não tinha forças para isso. Mas eu tive. Dias ruins existem, e a maioria deles são ruins se você não fizer algo para mudar isso.

Se informe, leia muito sobre o que você tem. Eu não digo ficar horas no tumblr reblogando pessoas vazando sangue e com pensamentos ruins. NÃO. Eu já fui vítima dessa fase e não recomendo isso para ninguém. O mundo está lá fora. Você vai precisar enfrentar ele uma hora ou outra.

Chore. Chore muito. Não segure seus sentimentos, aprenda a controlá-los, mas nunca os renegue. São seus e eles precisam ser colocados para fora. Acredite em mim.

É normal não estar bem. É normal não se sentir bem. É normal querer entrar em um lugar e sair, é normal olhar para os outros e sentir inveja, é normal não se sentir bem consigo mesma, é normal querer ser outra pessoa. Mas você não é. Aprenda a ter amor, MUITO, mas MUITO amor próprio. Às vezes as pessoas me acham nojenta por eu ter uma boa quantidade dele, mas sem ele, eu garanto que sou um potinho de miséria. Não se deixe definir pela sua doença. Eu cheguei ao ponto de dar a mão a ela e dizer: "Ok, vamos lá!". 

É uma característica minha, assim como eu tenho cabelos cacheados e 1,53cm de altura. Não tem para onde fugir. Eu não acredito que exista uma cura ou que um dia isso simplesmente vai parar, porque ainda vai existir o medo, e às vezes o medo de ter os ataques de pânico consegue ser pior do que os próprios. Só tente aprender a lidar com ele. Não deixe sua vida parar, isso é um conselho que eu dou a mim mesma e a quem está lendo isso e tem alguma doença. 

O mais importante: NÃO SE ISOLE. Jamais! Tenha amigos. Saiba quebrar a cara, mas você vai ver que alguns vão realmente te entender ou tentar e querer ficar do seu lado pelo que você é. Não fique sozinho. Deixe que peguem sua mão e te levem para lugares que você diria não, vá. 

A gente não sabe o dia de amanhã, por que não tentar o dia de hoje?


E seja qual for o seu motivo, desde bullying, até se perder por causa de alguma coisa que te aconteceu pelo caminho que todos traçamos, se agarre em algo. Ouça música, leia livros, seja forte. Seja forte. Eu nunca imaginei que eu fosse chegar até aqui e eu estou aqui. Eu estou longe de ser a pessoa mais forte desse mundo, por isso, por favor, lembre-se que sua vida vale muito para alguém.

Eu estou vivendo nesse terror desde a minha adolescência e andando para os meus 22 anos ainda acompanhada por eles. No meio dessa estrada torta que a vida me deu, eu aprendi que tolerância é o necessário para continuar vivendo. Não dá para jogar tudo para o ar. Infelizmente. O show continua, a vida continua, nada para. 

Eu ainda tenho dias, e não é raramente, é muito constante, em que eu quero simplesmente cerrar as minhas próprias pernas fora quando eu sinto agonia do pânico vir. Mas eu aprendi que mesmo assim, eu preciso erguer a cabeça e continuar seguindo em frente. É a minha vida, são os meus sonhos, e não existe ninguém responsável por isso além de mim mesma.

E sim, a minha conclusão, depois de um texto inteiro, é que indo para os meus 22 anos e depois de anos de medicação e tratamento, eu ainda não me curei. Eu ainda choro, eu ainda tenho crises de pânico e eu ainda sinto vontade de morrer. Mas eu estou de pé. Eu posso cair, mas eu levanto de novo. Eu posso estar na beira do abismo, eu posso sentir ele me chamando, eu posso sentir vontade de me jogar, eu posso me imaginar caindo. Mas é isso. É um apenas. 

E será sempre assim, apenas um passo de distância de uma real loucura que pode ser fatal.

Intoxicada de tristeza.

Primeiro. Esse blog não vai ser mais para ajudar ou tentar falar algo para ninguém. É meu, minha descarga para todos os pesadelos que eu tenho, mesmo quando acordada.

flw? vlw.


Sabe quando você percebe que está sozinha? Quando a última pessoa com quem você poderia dividir suas lágrimas continua ali, sim, ela continua ali. Mas você prefere ter todas as lágrimas para você mesma. Porque de qualquer forma, elas são suas e você quem deve esperar que elas sequem.

Eu não consigo nem ao menos chorar mais no colo da minha mãe. Hoje eu passei o dia inteiro tentando engolir o meu choro. Não tem coisa pior do que engolir o choro, porque parece que dessa forma ele só fica mais forte quando você coloca para fora.

Por muito tempo eu ignorei minha imagem no espelho. Nunca estive bem o suficiente. Nem para mim e nem para ninguém. Ou eu ouvia um: "nossa, você está tão magra que parece doente" ou "nossa, você precisa emagrecer". Eu não deveria ligar, não é? Mas abrir todas as fotos e me deparar com meu próprio esqueleto me assusta. E ver como eu estou agora também me assusta. Talvez eu esteja normal, talvez não? Não. Não estou. Eu não consigo me aceitar.

(dá pra ver meus ossos? muita gente me questionou se eu realmente tinha ficado anoréxica porque eu não tinha "fotos". a diferença de tudo, é só que eu não queria mostrar.)
Esse é um grande fato da minha vida. Eu não consigo aceitar a minha própria pele. Tem dias que eu sinto tanto nojo de ser quem eu sou que eu sinto vontade de ficar abraçada na privada o dia inteiro, esperando, que depois de tanto vômito, eu consiga até mesmo colocar meu interior para fora. Me colocar do avesso. Tirar minha pele, arrancar meus olhos, deixar minha língua sangrar e tudo ir embora pelo ralo.

E sabe? Eu ando cansada demais para tentar fingir que eu estou forte. Hoje eu não estou. Hoje nada faz sentido.

Eu sei, EU SEI, eu sei o quanto eu deveria me orgulhar de mim mesma. Sabe? Eu consegui realizar um sonho, eu consegui trabalhar com algo que eu amo, eu consegui dar trabalho para pessoas que eu amo e eu deveria me orgulhar disso. Eu deveria estar feliz. Eu realmente deveria.


Mas no momento eu não consigo nem ver direito esse teclado. Eu estou tão estragada. Nem mesmo os remédios que o psiquiatra me passou fizeram algum bem. Gastei uma grana com todos para no final ter uma reação alérgica bizarra e ver bolhas brotarem na minha pele. E agora eu estou assim, vendo minha pele explodir enquanto meu interior queima porque eu estou sem medicação nenhuna.

Eu sinto falta do meu avô. Eu sinto falta da minha família. Eu sinto falta de ter um pai. Parece que esse ano eu me perco e me perco e acabo cada vez mais machucada.

Eu não culpo ninguém por ter se afastado de mim, para ser sincera. Eu realmente nunca fui boa amiga, eu dei o meu máximo, mas realmente, não foi o suficiente para nada. Eu estou muito fodida para qualquer coisa. E por fim, eu realmente prefiro ficar sozinha. Eu só sinto muito por ter feito lembranças. Porque elas me assombram bastante.

Eu só sinto falta de um pai. De verdade. Eu acho que qualquer apego a qualquer homem nessa vida foi jogado na vala, porque eu nem mesmo consigo mais me imaginar em qualquer situação com um. Eu demorei tanto tempo para desistir, para segurar essa corda, essa última ligação. E mesmo ainda segurando, foi o outro lado quem soltou e eu cai. E ainda estou caída. Provavelmente vou demorar muito tempo para me levantar.


Acho que pior que isso é não me sentir em casa na minha própria casa. Sou aquela menina que nem no próprio quarto consegue dormir. Eu deito no chão da sala, apago as luzes e deixo o fone de ouvido no máximo. O quanto antes eu dormir é lucro. Se for antes do sol nascer, é quase que um milagre.

Dessa vez eu não vejo solução. Passei boa parte tentando queimar minha dor em cima do elíptico. No final, eu só fiquei com dor. Eu preciso me colocar de pé, mas nem ver a luz do dia eu estou conseguindo direito para tentar alguma coisa.


Sabe aquela coisa de: "aqui vem o sentimento que você achou que tinha esquecido"? Eu estou exatamente nesse momento. Eu achei que muita coisa tinha ido embora.

Mas não. Tudo continuava aqui. Essa depressão de merda, essa ansiedade horrível e o pânico. Não tem saída.

Só o travesseiro... E a privada.

Como sobreviver aos ataques de ansiedade.

O post sobre "minha amiga tem depressão" teve bastante resposta na caixa de outros do meu Facebook. Então eu achei justo fazer um sobre ansiedade. Mas de uma forma mais direta. Na verdade, é mais para tentar ajudar com algumas dicas que eu coleciono comigo.

Essa semana no meio de uma conversa com uma amiga, eu acabei reparando que depois de anos, eu tenho vários "primeiros socorros" para ataques de pânico e para quando eu estou com minha ansiedade no pico. 

Uma nota sobre ansiedade e crises de pânico: Eu sei que cada pessoa tem sintomas diferentes. No meu caso, quando eu estou ansiosa, eu sinto que se eu estivesse levando agulhadas no meu corpo inteiro (um formigamento horrível) e nas minhas crises de pânico eu descontrolo a minha respiração e de tanto hiper ventilar eu termino tonta e colocando meu estômago para fora. Resumo bem nojento, eu sei!

Mas voltando para como sobreviver disso tudo, eu já aviso: não vai funcionar se você não tiver força de vontade, entendido? Compreendido? Sacou? Morou? Vem comigo então. 



Música x Ansiedade

Meu fone de ouvido basicamente se tornou uma parte do meu corpo durante esses últimos dois anos da minha vida. Eu já ouvi muita gente falar que as batidas do seu coração seguem o ritmo da música, e eu meio que acredito nisso. A música é uma forma muito forte de ajudar você a espantar pensamentos ruins. Além de fazer tudo com música quando eu estou acordada, eu também durmo com o volume alto nos meus ouvidos.

De começo foi difícil me acostumar, mas eu garanto que vai ajudar mais do que você imagina. Como todo mundo já sabe, eu vivo ouvindo música coreana. Mas ultimamente eu estou severamente apegada ao hiphop. Principalmente por causa das batidas gostosas que as músicas tem. Cada um com seu estilo, não importa, apenas encha seu celular de música e aperte o play.

Essa é a minha principal arma contra a ansiedade. Além de encher a memória do meu celular com música, eu também vivo do aplicativo 8tracks. Eu posso seguir as tags que eu quero, como "sleep", "bath", "study", "work"... E assim eu faço minha rotina.


Respiração x Ansiedade x Crise de Pânico

Uma coisa que todo mundo precisa aprender, seja se você tem uma amiga que sofra de síndrome do pânico ou se você mesmo sofre, sério, aprenda! A sua respiração é a chave para ter sanidade. Jamais perca o controle da sua respiração, é nesse ponto que a crise de pânico começa. Durante esses anos, eu aprendi alguns truques bobos, mas que funcionam bastante. 

A primeira coisa é: aprenda a sentar com calma, ou deitar no chão, e respire fundo e segure a respiração por cinco segundos antes de soltar. Eu demorei a aprender essa, porque quando a gente perde a cabeça, não existe paciência. Mas controlar a respiração com uma contagem na cabeça ajuda pra caramba!

A segunda coisa é: sabe algum livro pesado? ou vários? Quando você ver que você está descontrolando, deite de barriga para cima e coloque esses livros na sua barriga. Mas faça eles realmente serem pesados. Tire a enciclopédia do armário! Já com os livros na barriga, feche seus olhos e concentre em fazer ele subir e descer com sua respiração. Esse truque vale ouro.

A terceira coisa é: se você entrar na crise de pânico e não conseguir de forma nenhuma controlar sua respiração, tudo bem, acontece, sabe? Chora. Coloca tudo para fora. Mas aqui entra uma coisa que todo mundo já deve ter visto até em desenho animados! Respire dentro de um saco. A explicação já é científica... Respirar dentro do saco restaura de forma rápido o balando de oxigênio e dióxido de carbono. Então as sensações desagradáveis desaparecem. Simples, né?


Ansiedade x Crise de Pânico x Hipnose

Cara, eu vou admitir, nesses anos de bosta, eu nunca achei que fechar os olhos e escutar alguém me dando direções fosse ajudar em algo. Mas depois que eu decidi tentar, essa forma de acalmar minha cabeça REALMENTE funciona. 

Eu uso vários áudios e aplicativos que eu encontro. Eu sou daquelas que coleciona coisas absurdas que encontra no Google. Então caso vocês tenham um celular em mãos e queiram tentar, vale muito baixar o "Stop Panic and Anxiety" e o "Deep Sleep Hypnosis". Os dois são em inglês, mas provavelmente vocês vão encontrar algo em português se pesquisarem. 


Comportamento x Depressão x Agressividade

Não é bem uma dica... É mais um comentário mesmo para terminar isso aqui. 

Ter ansiedade é uma coisa extremamente complicada, porque ela faz você subir e descer com uma rapidez que não faz sentido. E realmente não faz, o seu corpo reage como se você tivesse em perigo, MAS VOCÊ NÃO ESTÁ. Ou seja, isso não é normal, é uma coisa que precisa de tratamento.

Se você ver uma jararaca na sua frente cuspindo veneno, daí tudo bem, sua adrenalina pode até explodir o seu cérebro. Agora, se não tiver nenhum motivo e você está sentindo algo complicado aí dentro, então, por favor, vamos conversar e tentar ajeitar isso.

Mais uma vez, minha vida tem vários quadros que são lindos, mas todos foram pintados nas minhas maiores crises de melancolia e ansiedade. São as minhas cicatrizes. Eu não tenho medo de mostrar para o mundo.

No final do dia, essa sou eu, esse é você, aquele é aquele. O que conta é você pelo menos deitar para dormir sem se sentir uma pessoa inútil. Eu sei que é difícil pra caralho, mas uma vez ou outra, até que é possível.

bye yall xx