Tem dias, que eu simplesmente perco qualquer esperança que eu tenho na minha cabeça e no meu corpo e me rendo aos meus sentimentos ruins. Foi basicamente isso que aconteceu na minha última postagem.
O que é extremamente normal, levando em consideração que meu transtorno de ansiedade anda bem sacudido, e como uma boa depressiva psico-maníaca, comigo ou é quente ou frio, 8 ou 80, feliz ou triste. Não tem jeito, minha cabeça leva a sério aquela frase: "água morna não serve nem para fazer chá."
Na verdade, eu vou ser feliz. Todos nós vamos. Felicidade é uma coisa de segundo, de minuto ou de hora. É aquela sensação boa que bate, é aquela vontade de abrir a janela e sentir o vento, de tomar um banho quente para relaxar os músculos, de tomar aquele picolé ou de receber um abraço de alguém que você ama. Ou simplesmente, só, ver que alguém se importa com você. Ou que seu amor é correspondido, mesmo que você tenha mil inseguranças.
A felicidade é aquela brisa rara em dias quentes, sabe? Ela demora, demora, demora... e COMO demora. Mas quando bate, você fecha os olhos e só quer sentir. E então ela passa, mas logo ela volta. Ela sempre volta!
E eu tenho certeza que ainda vou ter muitas brisas em dias quentes, que ainda vou tomar muito picolé e dançar sozinha ouvindo minhas músicas favoritas. Isso já é o suficiente, pelo menos por agora, para calar aquela voz que eu falei sobre. Que venham muitos momentos felizes, e que os tristes fiquem só na memória, mas que eu não os esqueça, porque sentir que eu fico triste, significa que eu ainda posso sentir muitas outras emoções, sendo elas boas ou ruins. E eu dou boas-vindas para todas! Estou viva para isso, afinal.










