Vivendo de ilusões (e chamando de relacionamentos).

Não consigo entender o que certas pessoas tentam construir no mundo delas. Porque desde cedo, eu tive que entender e aceitar muitas coisas sobre a realidade de relacionamentos. Seja na vida amorosa, na amizade, ou na família (a última principalmente).


Quando eu vejo as pessoas indo e vindo em relacionamentos que derretem com a primeira garoa, que jamais durariam em uma tempestade ou muito menos em uma catástrofe, eu fico meio desacreditada.

Eu acredito que relacionamentos são construídos em base de confiança sim, como tantas pessoas, mas, bem diferente, eu sei que essa confiança vai ser revirada, sacudida, quebrada e grudada com cola, cuspe, suor, lágrimas e qualquer durex, tudo para tentar salvar uma pessoa que você realmente quer na sua vida. Porque relacionamentos fortes são aqueles que você luta por, que você não deixa a primeira gota de cuspe de uma pessoa miserável estragar.

Quem deixa isso acontecer, não constrói relacionamentos, constrói ilusões. Porque relacionamentos de verdade, pelo menos os meus, já foram sacudidos de todas as formas possíveis, eu já errei e já erraram comigo, já bati e já me bateram, já chorei e já me fizeram chorar. E se o relacionamento depois disso tudo ficou de pé, eu sou é muito grata por ele existir e por ter lutado com todas as minhas forças para que ele continuasse ali. Porque se um dia eu quis ter esse relacionamento, eu tomo responsabilidade e corro atrás, quantas vezes for necessário e quantas vezes a pessoa me der possibilidades, é claro (porque tem uma diferença entre ser amiga e otária).


Eu não sei conviver e entender pessoas que querem relacionamentos perfeitos, capa de revista, só sorrisos, tudo certinho em todos os lugares, sem nenhum amassado em lugar nenhum. 24h depois e já tem apelidos, eu te amo e música para lembrar. Eu acredito naquele dizer: "as pessoas que mais gostamos são aquelas que mais vão nos machucar". E vão mesmo.

Eu gosto da realidade. Carne, sangue e vísceras. Erros, lágrimas e aprendizado. A gente aprende muito mais quando cai no chão sujo porque fez merda do que andar de mãos dadas com pessoas que amanhã trocam você por outra pulseirinha de amizade só para exibir.


Pelo menos isso é algo que eu aprendi, principalmente dentro de casa, discutindo, gritando e suando para manter meus amores de pé. E quanto você mais luta e lutam por você, você percebe o quão são poucas as pessoas dispostas a terem um relacionamento de verdade.

Triste, né? Sei lá. Se eu pudesse pedir por algo nesse mundo agora, seria por pessoas mais humanas. Anda em falta, pelo menos na minha vida. Enquanto isso, a maioria continua indo e vindo em relacionamentos de vidro, e eu luto pelos meus, que já estão em cacos, são afiados e sabem sobreviver diante a tempestades e ao cuspe alheio.

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