Alma claustrofóbica, suicida.


Era carniça, fedia, estava podre. Rolava os olhos de três em três segundos, sentia o próprio corpo tremer como se a sua própria alma estivesse gritando, com vontade de sair daquele corpo. Sentia a garganta arder, sobia o vômito, sobia tudo o que tinha colocado para dentro. Não tinha mais espaço, suas vísceras já ocupavam espaço o suficiente. Apertava os punhos sujos com força, sentindo o chão frio por entre os dedos dos pés. Enxergava embaçado, deturpado, não via mais o que os outros viam. Ouvia vozes, muitas, eram crianças cantando cirandas dentro de sua própria mente. Os nervos já não respondiam mais, tremia as pernas e sentia a última agulha penetrar sua pele.

Era o fim; fim.

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