Amar demais.


Eu sempre tive que conviver com o dilema de amar demais o que me faz muito mal, mas ao mesmo tempo, me faz bem. Eu não sei se isso faz sentido, mas amor pra mim é algo que sempre vem acompanhado com algum tipo de dor.

Minha imaginação por muito tempo, muito mesmo, foi o que me me deu forças e me empurrava pra frente. Fiquei tanto tempo aprisionada no RPG, nas situações e personagens. Foram quase dez anos. Quase seis com a mesma história. Meus personagens criaram vozes próprias dentro da minha cabeça. E minha imaginação passou de um refúgio para algo que começou a me consumir por dentro. Ainda hoje eu me sinto perturbada por tantas vozes aqui dentro.

Eu só consigo viver de extremos. Se eu te amo, é provável que eu te odeie só pelo fato de que você mexe com sentimentos meus. Filmes, livros, músicas. Tudo se torna um amor e um ódio. Um prazer e uma tortura. Eu sinto demais. Fecho os olhos e deixo minhas músicas me tirarem da realidade. Só assim eu consigo dormir. Fones de ouvido e volume alto.

Tudo o que eu amo,  praticamente, me tira do mundo real. Isso me irrita. Se alguém me perguntasse: você prefere uma tarde com um filme sobre verão ou uma tarde em uma praia, pra aproveitar o verão? 

Eu iria querer ver de longe. Na tela da TV. Eu não sei se ainda tenho estabilidade emocional pra certas coisas. Viver de longe parece tão mais seguro.

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