Eu me odeio. Eu acho que muita gente não sabe disso, porque eu me olho no espelho com olhos de encanto, mas no fundo, eu me odeio. E eu simplesmente me odeio por eu ser insegura com relação a absolutamente tudo.
Eu sei destruir a mais bonita relação por causa da minha insegurança. Minha cabeça começa a fazer esse monte de tornados que giram e giram e me enlouquecem, fazendo que eu não me ache suficiente para ser amiga, filha, neta, namorada, humana, uma pessoa viva.
Já deixei de fazer tantas coisas por causa da minha insegurança. Eu sempre preciso de um empurrão para ir para frente, sempre. Eu sempre acho que eu não mereço nada e que está todo mundo louco por gostar de mim. É como se fosse uma força que me puxasse para baixo igual a gravidade, a insegurança acontece.
| Eu não quero falar sobre isso. |
No final do dia eu quase nunca estou errada, porque por conta da minha insegurança, eu sufoco tudo e todos. Não é por maldade, eu simplesmente tenho tanto medo de perder as pessoas na minha vida que eu preciso de ouvir um "eu te amo" todos os dias.
Eu sou insegura com relação ao meu corpo, com o meu jeito de falar, com o meu jeito de expressar meus sentimentos, com o que as pessoas vão achar de mim, antes de fazer uma prova, antes de sair de casa, pra atravessar a rua, pra ligar pra alguém e a outra pessoa não me atender.

Eu acho que meu transtorno de ansiedade e minha depressão me pioraram tanto quanto a isso. A minha ansiedade unida com os meus pensamentos ruins mais a insegurança formam um potinho onde eu estou aprisionada sabe-se lá até quando. Eu quase nunca consigo acreditar que qualquer um vai ter um sentimento fixo por mim no dia seguinte.
Você me amou hoje, por que me amaria amanhã? Eu não me vejo como uma pessoa que faz diferença na vida de ninguém, até porque todas as pessoas que passaram por ela me descartaram por causa disso. É aquela história, do que adianta ter uma casca bonita se por dentro você se sente vazia?
Eu estou em eterno conflito comigo mesma por ser para frente demais. Eu sempre tomo a atitude, eu sempre vou atrás, eu sempre levanto a mão, eu sempre me ofereço. Mesmo sendo insegura. E é por isso que eu me machuco tanto, e com certeza vou continuar me machucando. Eu não sei ser segura. A única certeza que eu tenho sobre mim é essa. E essa sou eu numa madrugada ruim, pensamento mil coisas ruins e considerando largar tudo porque eu não me sinto capaz. Dói demais ter que carregar uma bagagem tão instável. Minha mala já nem rodinhas tem, ela simplesmente se arrasta pelo chão enquanto eu a puxo.
Talvez seja uma batalha que eu tenha perdido. Eu sou assim, essa é uma das minhas características, ser insegura. A vida me fez assim, as experiências me fizeram ficar assim. Mas eu não vou deixar de tentar, o amanhã sempre vem. Outubro passado eu achava que nem viva eu estaria hoje e olha eu aqui. A vida é uma experiência que eu não indicaria para ninguém, porque ela deixa cicatrizes que podem ser para sempre. E essa é a minha.
- Todo tolo e o consolo é perceber que o amanhã existe.

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