A Maldição de Sylvia Plath. (#Autores)

Esse foi um dos posts que eu queria trazer do blog antigo para o meu novo, e já que eu gastei bastante dinheiro essa semana com autores, decidi postá-lo. Então para quem não sabe, a Sylvia é uma das minhas autoras preferidas e muita gente não a conhece, resolvi escrever sobre ela. Até porque a história dela é lindíssima, de uma forma triste, eu sei.


"Como é frágil o coração humano —
espelhado poço de pensamentos.
Tão profundo e trêmulo instrumento
de vidro, que canta
ou chora."

Os poemas dela são lindos e assim como os seus pensamentos. Sylvia sofria de uma gravíssima depressão que na época em que viveu era visto apenas como um grande nada, não havia tratamentos bons como hoje. Muitas frases que existem no tumblr também são de autoria dela e nem sabemos quando reblogamos.

Não existe nenhum jeito de sair da mente?
Ela nasceu em Massachussetts, dia 27 de Outubro de 1932. Sylvia era poetisa, romancista e contista. O seu primeiro poema foi publicado quando tinha apenas oito anos de idade.

"Dentro de mim mora um grito.
De noite, ele sai com suas garras, à caça
De algo para amar."

O seu livro (e único também) mais conhecido é "A Redoma de Vidro", que é uma semi-autobiografia, na qual ela assinou com o pseudônio Victória Lucas, com detalhes sobre sua luta contra a doença. (vocês podem achar na Saraiva) Ela tentou suicídios diversas vezes, desesperada em tratar-se procurou ajuda em uma instituição psiquiátrica com terapia de eletrochoques.


Casou com um poeta chamado Ted Hughes, e teve dois filhos. Porem o casamento não durou, porque o tal do Ted traiu ela. Isso só piorou o quadro dela, por sentir-se abandonada pelo marido que tanto amava. (E ela realmente amava ele com tudo o que ela podia).

"Acho que te criei no interior da minha mente."

Em meio a uma forte nevasca, Sylvia vedou o quarto dos filhos com toalhas e roupas molhadas, deixando leite e pão para suas crianças. Em seguida se afastou, tomou uma grande quantidade de remédios e deitou sua cabeça sobre uma toalha no interior de seu forno com o gás ligado. Cometendo suicídio.


Existe um filme, Sylvia - Paixão além das palavras, que retrata a história dessa escritora. 
Clique (aqui) para o trailer. 

Existem situações na história dela que me deixam meio que com a boca-aberta, como o seu filho, já crescido, biólogo marinho e professor, também com depressão, enforcou-se dentro de sua própria casa, seguindo o mesmo caminho que a mãe.


Já a mulher com quem Ted a traiu, Assia, casou-se com ele após a morte dela, e teve uma filha. Mas quando a filha completou quatro anos de idade, Assia a matou e também cometeu suicídio.

Na época que eu entrei em depressão e fui pesquisar sobre, acabei descobrindo quão bem ela descrevia sobre os sentimentos que habitavam o corpo dela. É bom quando não nos sentimentos sozinhos, de certa forma, saber que uma pessoa sentiu esse turbilhão, na época, que eu ainda não entendia o que eu sentia, me consolou um tanto.


  • A gente devia se encontrar em outra vida, a gente devia se encontrar no ar, eu  e você.

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