Joguei a pedra naquele lago escuro, parado, quase morto. A pedra era meu objetivo para fazer alguma mudança. Eu queria movimento. Eu queria acordar o pouco de vida que ali restava. Esperando que um susto fizesse diferença na própria indiferença. Aquela indiferença do lago refletia todos os dias em meus olhos cansados.
Aquele lago representava minha alma, e depois de jogar a pedra no ar, eu percebi como uma idiota que é necessário morrer. É necessário morrer para renascer.
Eu poderia jogar todas as pedras possíveis que nada mudaria. Só o tempo pode salvar aquele lago.
Então eu abri mão das pedras e entreguei minhas águas ao tempo.


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