Todos os dias que eu acordo, não irei mentir, penso em desistir. E por que ainda não? Por que ainda de pé?
Eu acredito no impossível. Eu gosto de realizar sonhos. Eu não fico mais tão feliz quanto antigamente, admito. Mas eu ainda sinto, de uma forma diferente, mas sinto.
Não quero deixar aquela menininha descabelada, rindo no parquinho, correndo na areia, desapontada com o futuro dela. Porque eu sei que mesmo quando o maior medo dela era a profundidade do mar, ela não deixava de se molhar. Ela não deixava de arriscar.
Ela não viveu tudo isso para anos depois olhar para si mesma desistindo. Tomar remédios todos os dias é complicado, ser emocionalmente instável é uma droga, ter pensamentos ruins é o fim do mundo tem dias e sair da cama um inferno.
Depressão ou não. Ansiedade ou não. Viva eu estou. Não vou desistir por vontades que eu encontro aqui dentro. Eu sou mais forte, preciso ser. Uma hora eu vou, pra que adiantar? Não precisa. Até lá eu tento fazer o meu melhor, sofrendo, perdendo, rindo ou ganhando.
Para todos os dias ruins e para todos que ainda assim gostam de mim, desejo flores. Mas de verdade, sabe? Bonitas e com espinhos. Não acho justo desejar pela metade. Eu desejo sorte e azar. Amor e indiferença. Infantilidade e maturidade. Ninguém é feito sem dualidades, muito menos eu.
Se algum dia você pensar em desistir, lembre-se da criança que tem os olhos em você, esperando pelo melhor.

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