O que fazer quando não há mais o que fazer?

É uma pergunta um tanto engraçada essa, né. Esse post é exclusivo para todos que já perderam um amigo de um dia para o outro. Mas não qualquer amigo, aquele amigo que era o seu melhor e no dia seguinte virou um completo estranho na sua vida.

Alb5a | via Tumblr

Lidar com o fato de que um estranho sabe coisas tão profundas suas e não dá mais a mínima, é um caso que faz o meu estomago se corroer por dentro.

Eu detesto fazer amizades, apesar de ser uma pessoa extremamente sociável em qualquer situações. Eu gosto de conversar, eu gosto de conhecer pessoas novas, coisas novas, experiências novas; mas eu jamais trocaria o meu antigo pelo novo, sou apegada demais ao passado e não gosto de cobranças.

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Pessoas mudam. Memórias não.
A minha pergunta vai mais para o caminho que a gente tem que seguir depois de uma perda. E agora? E aquele tanto de fotos? E as músicas? E as cartas, objetos, tudo? O que a gente faz? Guarda? Joga fora? Finge que nunca significou nada? (É um puta da fuck na cara da gente.) Vou falar o que eu penso.

Eu jamais vou me arrepender do que eu senti por uma pessoa. Porque eu sei que foi humano, foi verdadeiro, em nenhum momento sequer eu fui falsa. Então eu não tenho o porquê de me arrepender de ter sentido algo real por alguém. Mas se agora já não vale mais, não há motivos para ficar vingando esse sentimento. A hora dele já foi.

Memories

As coisas que eu ganhei, elas vão ficar onde elas estão, porque em algum momento eu sei que elas serão substituídas. Assim como o tempo tirou tantas coisas de cima do meu armário de lembranças, também irá tirar as coisas.

As cartas, talvez fiquem, talvez vão. Elas não foram extraviadas, apesar de que agora parecem ser. Ninguém sabe ao certo o que fazer, então é bom não mexer por um tempo. Dói.

E quanto as fotos, ou você as queima ou você guarda em um álbum se fizer questão de contar para alguém que um dia você vivenciou tais momentos e sentimentos.

balloons | Tumblr

Acho que isso é um tanto pessoal para cada pessoa, mas eu perdi quem eu considerava mais, então, eu tenho minha própria forma de lidar com isso. Por conta da depressão e aquele tanto de coisas enjoadas que eu fico repetindo, eu tendo a ser um pouco mais emotiva que o normal, um pouco mais apegada do que eu devia ser.

Então eu prefiro pensar que foi tudo uma história da minha cabeça e não deixar que nada sobre. Porque eu sei que toda vez que eu olhar, vai doer. Meu jeito de superar as coisas é o mais radical de todos, o que eu acho uma pena, não queria ter de ser assim.

Chronique: Amoureuse de son meilleur ami. | via Facebook

Então se você tem a oportunidade de olhar para o lado bom da moeda em uma situação dessa, olhe.

  • E lembre-se como eu me lembro todo dia: existem amigos em qualquer lugar, é só questão de você reconhecê-los.

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